quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Hermafrodita: mutação do gene e fecundação de um óvulo por dois espermatozóides são causas possíveis.

Em biologia, um hermafrodita pode ser definida como qualquer animal ou planta que possui ambos os órgãos reprodutores masculino e feminino. Muitas plantas e animais, principalmente invertebrados, possuem características hermafroditas e têm a capacidade de agir como um macho ou uma fêmea. O "hermafrodita" é aplicada aos seres humanos que possuem genitália masculina e feminina, no entanto, esta condição biológica é muito rara entre os humanos.

Tipos de Hermafroditas

Existem três tipos de hermafroditas: "true", "pseudo-hermafroditas femininos" e "pseudo-hermafroditas masculinos" A principal diferença entre esses três tipos hermaphroditical é a natureza dos órgãos sexuais.. Alguns hermafroditas ter um órgão sexual mais dominante, enquanto outros têm uma combinação de ambos os órgãos sexuais com nenhum órgão claramente definidos dominante.

Hermafrodita "Verdadeiro"

Um hermafrodita verdadeiro é alguém que nasceu com os tecidos ovarianos e testiculares. Os genitais externos de um hermafrodita verdadeiros são muitas vezes ambíguos e não atuam como genitais normais. A principal causa desta anomalia ainda não foi estabelecida. No entanto, acredita-se que a mutação do gene determinante do sexo e da fecundação de um óvulo por dois espermatozóides são causas possíveis.

Pseudo-hermafroditas Feminino


Uma mulher pseudo-hermafrodita possui ovários, mas tem características masculinas ou ambíguas externamente. A principal causa de pseudo-hermafroditismo feminino é a hiperplasia adrenal congênita, condição em que a produção excessiva de andrógenos (hormônios sexuais masculinos) ocorre em um feto em desenvolvimento porque não há produção suficiente de outros tipos de hormônios. Deficiências de aromatase e andrógenos maternos são outras causas de pseudo-hermafroditismo feminino.

Pseudo-hermafroditas Masculino 


No pseudo-hermafrodita masculino suas gônadas são constituídas por testículos e os genitais externos são geralmente femininos no momento do nascimento. No entanto, têm testículos alojados ou na região inguinal ou, ainda, nos grandes lábios. Sua vagina é pequena e termina em fundo cego. São estéreis e não menstruam.

A remoção dos testículos de um paciente não é recomendável, pois estes são uma fonte de estrógenos para essas pessoas; no entanto, os testículos têm a tendência de desenvolver tumores na idade adulta, sendo assim recomendável eliminá-los quando o desenvolvimento sexual já estiver completo.

As características sexuais secundárias podem retratar feminização e menos virilidade. As principais causas de pseudo-hermafroditismo masculino incluem a redução da resposta tissular a ingestão de testosterona materna de estrógenos, erros na produção de testosterona, e defeitos nos tecidos andrógeno-dependentes.


Hermafroditas na Sociedade

A maioria dos hermafroditas encontram inúmeros desafios em sua vida e como seu tratamento varia entre diferentes culturas. Em algumas sociedades os hermafroditas são impedidos de participar de certas atividades, tais como como esportes ou política. Em algumas culturas antigas, africanas e da Ásia, os hermafroditas eram considerados um mau presságio ou uma maldição e eram mortos ao nascer. Já em outras culturas antigas, os hermafroditas eram considerados semi-deuses. Hoje, médicos e o avanço da civilização humana têm trabalhado para aliviar os encargos sociais sobre hermafroditas através de uma maior aceitação e experiência em tratamentos físicos e psicológicos.

Suporte Hermafrodita

Hermafroditas sempre foram submetidas ao estigma e maus-tratos, devido à sua condição anormal biológico. Algumas religiões até mesmo rotularam os hermafroditas produtos do pecado. Vários grupos de apoio foi criada para ajudar hermafroditas e ajudá-los a levar uma vida produtiva e gratificante. Esses grupos oferece aos hermafroditas um senso de comunidade e oportunidades para compartilhar suas experiências, consultar, aprender, acessar informações sobre as opções médicas e muito mais.

Sociedade Intersexo da América do Norte : Links para apoiar grupos de diferentes condições relacionadas hermaphroditical.

Hermafrodita Educação e Posto de Escuta : Um grupo de apoio para aqueles que são afetados por hermafroditismo.

xyTurners : Um grupo de apoio mosaicos genéticos fornecendo, redes de informação e referências de recursos para aqueles com condições intersexuais.

Fonte: datehookup.com

A Enciclopédia Barsa diz:

Na mitologia grega, Hermafrodite era um jovem, filho de Hermes e Afrodite, que os deuses transformaram em um ser metade homem, metade mulher, a pedido de uma ninfa, que a ele queria ficar ligada para sempre.

Hermafroditismo é a condição do indivíduo que possui órgãos reprodutores tanto femininos quanto masculinos. Plantas hermafroditas (como a maior parte das plantas que dão flores) são chamadas monécias ou bissexuais. Animais hermafroditas, principalmente invertebrados, como minhocas, lesmas, caracóis, briozoários e trematódeos, são normalmente parasitas, de movimentos vagarosos, ou estão permanentemente ligados a outro animal ou planta.

Nos seres humanos, o hermafroditismo é uma anomalia sexual rara, em que existem gônadas de ambos os sexos. A genitália pode ter características dos dois sexos, e os cromossomos apresentam mosaicismo masculino-feminino -- existência tanto dos pares de cromossomos masculinos XY quanto dos femininos XX.

Nos casos de hermafroditismo humano, a escolha do sexo deve ser feita por ocasião do nascimento, de acordo com o órgão sexual que predomina externamente, por meio de uma cirurgia para remover as gônadas do sexo oposto. A genitália remanescente é então reconstruída, para aparentar a do sexo escolhido.

Indivíduos com aparência externa de um sexo mas constituição cromossômica e órgãos reprodutores do sexo oposto são exemplos de pseudo-hermafroditismo. Nos seres humanos nessa condição, o indivíduo tem um único sexo cromossômico e gonádico e características de ambos os sexos na genitália externa, o que gera dúvida com relação ao seu verdadeiro sexo.

No pseudo-hermafroditismo feminino, o indivíduo tem ovários, mas apresenta características sexuais secundárias ou genitália externa com aparência masculina. Se a condição for identificada no nascimento, a criança pode ser criada como menina, com um mínimo de reajustamento social. Pode-se utilizar certos corticosteróides para evitar o desenvolvimento posterior da condição, e a cirurgia para corrigir defeitos genitais residuais.

No pseudo-hermafroditismo masculino, o indivíduo possui testículos, mas as características sexuais secundárias ou a genitália externa têm aparência feminina. O distúrbio é identificado na puberdade, pela falta de menstruação. O tipo mais comum é o da feminização testicular, que ocorre quando os órgãos genitais são femininos e as características sexuais secundárias do sexo feminino aparecem na puberdade, mas o padrão cromossômico é masculino. Nesse caso, a criança é criada como menina. Outras formas de pseudo-hermafroditismo podem ser alteradas para transformar o indivíduo num homem completo, e ser criado como menino.



COMENTÁRIO: tratamento da Intersexualidade: Diretrizes para lidar com pessoas com genitália ambígua. Milton Diamond, Ph.D e H. Keith Sigmundson, M.D.

"A partir da nossa publicação de um artigo sobre um caso clássico de re-designação de sexo [1] a atenção da mídia foi rápida e generalizada [2-4], assim como a reação de vários clínicos. Alguns queriam comentar ou fazer perguntas, mas muitos nos contactaram direta ou indiretamente [5] pedindo diretrizes específicas sobre como lidar com casos de genitália traumatizada ou ambígua. Neste artigo oferecemos nossas sugestões. Mas primeiro, de qualquer modo, colocamos este alerta: essas recomendações são baseadas na nossa experiência, no input de alguns colegas competentes, nos comentários de pessoas intersexuais de várias origens e na melhor interpretação que pudemos dar a partir do estudo da literatura da área. Algumas dessas sugestões são contrárias aos procedimentos atuais de tratamento da intersexualidade. Nós acreditamos, no entanto, que muitos desses procedimentos deveriam ser modificados.

Essas diretrizes não são oferecidas levianamente. Nós prevemos que o tempo e a experiência irão ditar que alguns aspectos serão modificados, e tais revisões irão aperfeiçoar o próximo conjunto de diretrizes que serão oferecidas. Subjacente a essas diretrizes está a crença básica de que os pacientes mesmos devem ser envolvidos em qualquer decisão de algo tão crucial em suas vidas. Nós entendemos que nem todos irão apreciar esta oportunidade ou essas sugestões. Em primeiro lugar, nós defendemos o uso dos termos "típico", "usual" ou "mais freqüente" onde é mais comum o uso do termo "normal". Quando possível deve-se evitar expressões como "mal desenvolvido" ou "sub desenvolvido", "erros de desenvolvimento", "genitais defeituosos", "anormal" ou "erros da natureza". Enfatize que todas essas condições são biologicamente compreensíveis, embora sejam estatisticamente incomuns. Isso ajuda a discussão com pais e criança para que venham a aceitar a condição genital como normal, embora atípica. Pessoas com genitália desse tipo não são anormais, aberrações, mas sim variações biológicas comumente referidas como intersexos. De fato, é nossa compreensão da diversidade natural que uma grande variedade de tipos sexuais e origens associadas devem ser previstos [6,7]. Nosso tema geral é tirar o estigma que cerca essas condições.

1) Em todos os casos de genitália ambígua, estabelecer a causa mais provável, realizar uma história médica completa e exame físico. O exame físico deve incluir cuidadosa avaliação das gônadas e das estruturas internas e externas dos genitais. Avaliações genética e endócrina são usualmente necessárias e a interpretação dos resultados pode necessitar da assistência de um pediatra endocrinologista, radiologista e urologista. Podem ser solicitados escaneamentos pélvicos de ultrasom e genitografia. Não hesite em procurar ajuda de especialistas. Uma abordagem de equipe é melhor. A história médica deve incluir o contato com a família imediata e extendida. Tente ser rápido na decisão de determinação da condição intersexual, mas leve o tempo que for necessário. Hospitais devem ter definidos "Procedimentos Operacionais para a Equipe e Atendentes" para serem seguidos em tais casos. Muitos consideram esses casos como emergência médica (e em casos de desequilíbrio eletrólito pode ser emergência imediata), no entanto, acreditamos que todas as dúvidas devem ser sanadas antes que uma determinação final seja feita. Simultaneamente, aconselhamos que todos os nascimentos sejam acompanhados de completa inspeção genital. Muitos casos de intersexualidade não são detectados imediatamente.

2) Imediatamente, e concomitante com a primeira diretriz, avise aos pais os motivos para a demora. Uma exposição completa e honesta é melhor, e o aconselhamento deve iniciar imediatamente. Assegure-se de que os pais entendem que essa condição é uma variação natural de intersexo que é incomum ou rara, mas não desconhecida. Transmita com segurança aos pais de que não se trata de uma falha e que a criança pode ter uma vida completa, produtiva e feliz. Repita esse conselho na próxima oportunidade e com a frequência necessária.

3) A condição da criança não é algo para se envergonhar, mas também não deve ser alardeada como uma curiosidade do hospital. A confidencialidade da criança e da família devem ser respeitadas.

4) Nos casos mais comuns, os de hipospadias e hiperplasia adrenal congênita (C.A.H.), o diagnóstico pode ser rápido e preciso. Em outras situações, com um diagnóstico conhecido, a determinação do sexo deve ser feita com base no desenvolvimento mais provável da criança envolvida. Encorage os pais a aceitar essa determinação como a melhor; o sexo que eles desejarem dever ser secundário. A criança é o paciente, e deve ser o foco. Quando a determinação é baseada no desenvolvimento mais provável, a maioria das crianças irá se adaptar e aceitar o gênero designado, o qual deverá coincidir com sua identidade sexual.

5) O sexo designado, quando baseado na natureza do diagnóstico, ao invés de apenas considerar o tamanho ou funcionalidade do falo (pênis), respeita a idéia de que o sistema nervoso envolvido na sexualidade adulta foi influenciado por eventos genéticos e endócrinos que irão provavelmente ficar manifestos durante a puberdade ou depois desta. Na maioria dos casos o sexo designado irá concordar com a aparência da genitália (por exemplo, na síndrome de insensibilidade ao androgênio, A.I.S. [8]. Em algumas situações infantis, no entanto, o sexo designado irá contradizer a aparência genital (por exemplo, na deficiência de reductase [9]). Nossa preocupação primária é como o paciente irá se desenvolver e viver depois da puberdade quando ele ou ela ficar mais ativo sexualmente.

Devem ser criados como meninos: pessoas XY com A.I.S., graus 1-3; pessoas XX com C.A.H. com grandes lábios extensamente fundidos e clitóris peniano; pessoas XY com hipospadias; pessoas com síndrome de Klinefelter; pessoas XY com micropênis; pessoas XY com deficiência de reductase 5- ou 17-ß.

Crie como meninas: pessoas XY com A.I.S., graus 4-7; pessoas XX com C.A.H. com clitoris hipertrofiado; pessoas XX com disgênese gonadal; pessoas XY com disgênese gonadal (MGD). Defina como menino ou menina dependendo do tamanho do falo e da extensão da fusão grandes lábios/escroto. A aparência genital de pessoas com disgenia gonadal mista pode variar de uma síndrome de Turner típica, até a aparência de um menino/homem típico. A avaliação de altos níveis de testosterona, níveis tipicamente masculinos, são também um motivo para designar como menino nestes casos.

Hermafroditas verdadeiros devem ser designados homem ou mulher dependendo do tamanho do falo e da extensão da fusão grandes lábios/escroto. Se há um micropênis, defina como menino. Mas devemos admitir que em alguns casos, um diagnóstico claro não é possível, a aparência genital será igualmente masculina e feminina, e a predição de um desenvolvimento futuro e preferência de identidade de gênero é incerta. Há pouca evidência de que uma vagina e clitóris com mínima funcionalidade sejam melhores que um pênis com mínima funcionalidade, e não há razão maior para salvar a capacidade reprodutiva de ovários sobre testículos. Nesses casos difíceis, qualquer que seja a decisão feita, a probabilidade da pessoa independentemente mudar de gênero permanece. A equipe médica nesses caso é desafiada a gerenciar a melhor decisão.

6) Enquanto são feitos os exames para a determinação de sexo, a admnistração do hospital pode esperar por um diagnóstico final antes de entrar um registro de sexo, e os funcionários podem se referir à criança como por exemplo "bebê Silva" ou bebê "Campos", isto é, pelo sobrenome dos pais. Depois que é feita a designação de sexo, o registro e a nomeação do bebê pode ocorrer. Nos casos mencionados acima, quando a predição do resultado futuro for incerta (isto é, o paciente pode independentemente mudar de gênero no futuro), sugere-se que os pais considerem um nome que possa ser apropriado para meninos ou meninas (como, em Português, Darcy, Íris; em inglês, Lee, Leslie, Terry, Kim, Francis, Lynn e outros).

7) Não realize nenhuma cirurgia grande simplesmente por motivos cosméticos; apenas devido a condições relacionadas com a saúde física do ponto de vista médico. Isso irá requerer uma grande dose de explicação para os pais, que irão desejar que sua criança "pareça normal". Explique a eles que a aparência durante a infância, embora não típica de outras crianças, pode ser de menor importância que a funcionalidade e a sensitividade erótica da genitália depois da puberdade. A cirurgia pode potencialmente prejudicar ou impedir a função sexual/erótica. Por isso, tais cirurgias, o que inclui toda cirurgia clitoriana e para redesignação de sexo, deve tipicamente esperar até a puberdade, ou depois, quando o paciente está apto a dar seu consentimento verdadeiramente informado. A admnistração maciça e prolongada de hormônios esteróides (a não ser no tratamento de C.A.H.) também deve ser feita com o consentimento informado do paciente.

Muitas pessoas intersexuais ou que tiveram o sexo re-designado relatam que não foram consultadas sobre a utilidade e os efeitos de tais cirurgias/hormônios, e lamentam o resultado.

8) Em pessoas com A.I.S., não remova as gônadas por medo do surgimento potencial de um tumor; tais tumores não foram verificados em crianças antes da puberdade. A retenção das gônadas irá prevenir a necessidade de terapia de reposição de hormônios e possivelmente ajudar a reduzir a oesteoporose. Além disso, adiar a gonadectomia até a puberdade irá permitir à jovem mulher entender o diganóstico, os motivos para a cirurgia, e participar da decisão.
Conselhos quanto a remover gônadas de hermafroditas verdadeiros, pessoas com gônadas estriadas e outros em que neoplasmas malignos podem potencialmente ocorrer não são tão claros. Profilaticamente, é comum removê-los cedo; particularmente em casos de disgênese gonadal [10, 11]. Uma espera/observação atenta com checagens frequentes é sempre prudente [12]. Nossa sugestão, quando as gônadas são removidas, é explicar o melhor possível por que o procedimento é necessário, e tentar obter o consentimento do paciente. Se a criança é muito nova para entender a necessidade da cirurgia, sua necessidade deve ser explicada tão logo for possível.

9) Ao criá-los, os pais devem ser consistentes ao ver sua criança como menino ou menina; não neutros. Na nossa sociedade, intersexo é uma designação de um fato médico, mas não é ainda uma designação social comumente aceita. Com a idade e a experiência, no entanto, um número crescente de pessoas hermafroditas e pseudohermafroditas estão adotando essa identificação (nos Estados Unidos). Em qualquer caso, aconselhe os pais a permitir à criança uma livre expressão quanto a escolhas de brinquedos, formas de brincadeira, associação com amigos do sexo com que se identificarem, aspirações para o futuro e assim por diante.

10) Ofereça sugestões e dicas sobre como lidar com situações previsíveis, por exemplo, como lidar com avós, irmãos, babás, e outros que podem questionar a aparência genital da criança (por exemplo, "Ele/ela é diferente mas é normal. Quando ele ou ela for mais velho, os médicos irão fazer o que for necessário"). Os pais devem minimizar as oportunidades para tal questionamento por estranhos.

11) Seja claro ao dizer que a criança é especial e em alguns casos poderá, antes ou depois da puberdade, ser uma menina com modos de menino, ou um menino feminino, ou mesmo decidir mudar de gênero totalmente. O paciente pode demonstrar orientação sexual diversa, androfílica, ginecofílica ou ambifílica. Esses comportamentos nada têm a ver com alguma possível falha na supervisão dos pais, mas são devidos a uma interação de forças biológicas, psicológicas, sociais e culturais que influem na criança. Algumas pessoas intersexuais serão bastante ativas sexualmente, outras serão totalmente reservadas e terão pouco ou nenhum interesse em relacionamentos sexuais.

12) A situação especial do paciente irá requerer orientação sobre como lidar com potenciais desafios colocados por pais, colegas e estranhos. Ele ou ela irá precisar de amor e de apoio amigável. Nem todos os pais serão cooperativos, compreensivos, ou benignos, e os colegas de infância, adolescência e vida adulta podem ser cruéis. A interação positiva com colegas amigáveis deve ser encorajada e facilitada.

13) Mantenha contato com a família de modo que o aconselhamento seja disponível especialmente em momentos cruciais. O aconselhamento deve ser dividido em estágios: no nascimento, mais uma vez ao menos aos 2 anos, ao entrar na escola, antes e durante as mudanças da puberdade, e anualmente durante a adolescência. Tal aconselhamento deve ser detalhado e honesto. Deve ser claro e direto, sem ser paternalista, aos pais e à criança conforme ele ou ela se desenvolve, com tantos detalhes quanto a criança e os pais conseguem absorver. Esse aconselhamento deve ser feito, de preferência, por pessoas treinadas em questões de sexualidade, gênero e intersexualidade.

14) Conforme a criança cresce, deve haver oportunidade para sessões de aconselhamento privadas, e deve-se manter aberta a possibilidade para consultas adicionais conforme a criança tenha necessidade. De um lado, a influência total da situação pode nem sempre ser logo aparente para os pais ou a criança. De outro lado, eles podem ter fantasias errôneas exagerando o potencial de desenvolvimento da ambiguidade genital. Conforme mencionado acima, o aconselhamento deve idealmente ser feito por pessoas treinadas em questões de sexualidade, gênero e intersexualidade.

15) O aconselhamento dever incluir a previsão de que ocorram seqüelas de desenvolvimento, do ponto de vista médico/biológico bem como social/psicológico. Não evite conversas honestas e francas sobre assuntos sexuais e eróticos. Discuta as possibilidades da puberdade, tais como a presença ou ausência de menstruação, e o potencial para fertilidade e infertilidade. Conselhos sobre contracepção podem ser necessários, e sempre se deve falar sobre sexo seguro para evitar doenças sexualmente transmissíveis. Certamente todo o espectro de opções sexuais - heterossexual, homossexual, bissexual e mesmo celibato - independente do modo como o paciente as interprete - deve ser colocado e francamente discutido. Sugestões de adoção podem ser oferecidas para aqueles que são inférteis. É melhor discutir esses assuntos cedo do que tarde. Não deixe que esses assuntos fiquem obscuros ou mal explicados; o conhecimento confere a esses pacientes o poder de estruturar suas vidas de maneira informada e saudável.

16) A família deve ser encorajada a discutir abertamente a questão entre eles, com ou sem a presença de um conselheiro, para que a criança e os pais possam se entender a respeito do que o futuro pode lhes reservar. Os pais precisam entender as necessidades e os sentimentos da criança, e a criança precisa entender as preocupações dos pais.

17) Assim que possível, coloque a família em contato com um grupo de apoio. Há grupos desse tipo para pessoas com A.I.S., C.A.H., Síndrome de Klinefelter, e Síndrome de Turner. Pessoas intersexuais de uma maneira geral (hermafroditas e pseudohermafroditas de etiologias diferentes) têm (nos Estados Unidos) um grupo de apoio, A Sociedade Intersexo da América do Norte. [N. da T.: Essa sociedade, ISNA, pode oferecer informações se contactada. No Brasil, o Hospital das Clínicas atende casos de intersexualidade, serviço ProSex, telefone: .... Provavelmente, têm também grupos de apoio]. [Endereços dos grupos ao fim do artigo].

Deve-se enfatizar que o contato face a face com outra pessoa que tem experiências similares pode ser o fator mais positivo para o desenvolvimento saudável de uma pessoa intersexual! Alguns grupos podem ser mais direcionados para atender as preocupações dos pais, enquanto outros podem ser direcionados para as preocupações da pessoa intersexual. Ambas as perspectivas são necessárias, e reuniões separadas para cada tipo de grupo podem ser mais úteis. Os pais precisam falar sobre seus sentimentos livremente, em um ambiente sem as crianças e os adultos intersexuais presentes; do mesmo modo, as crianças e os adultos intersexuais precisam falar livremente sobre seus sentimentos e preocupações, sem que os pais estejam presentes. Em alguns momentos é interessante que o médico esteja presente, em outros momentos, é melhor que não esteja.

18) Realize apenas o mínimo necessário de inspeção genital, e sempre peça permissão para esse tipo de exame, mesmo para uma criança. Lembre-se que uma criança pode se sentir incapaz de negar o que o médico pede, mesmo que queira. Os pacientes devem sentir que os genitais são deles próprios, não algo que pertence a médicos, pais, ou quem quer que seja. Apenas permita que outros também vejam o paciente no exame com a permissão do paciente. Muitas vezes, a simples inspeção genital pode ser sentida como um evento traumático pelo paciente.

19) Deixe que a criança cresça e se desenvolva tão naturalmente quanto possível, com o mínimo de interferência, a não ser a necessária para cuidados médicos e aconselhamento. Deixe a criança saber que, se precisar, a ajuda está disponível. Escute o paciente, mesmo que seja uma criança. O médico deve ser visto como um amigo. Com a maturidade, a designação de intersexo pode ser aceitável para alguns pacientes, e para outros não; mas deve ser mostrada como uma possível identidade, além de homem e mulher.

20) Conforme se aproxima a puberdade, o médico deve ser aberto e honesto a respeito das opções endócrinas e cirúrgicas e as opções de vida disponíveis. Seja franco sobre os problemas sexuais/eróticos e outros assuntos envolvidos com cirurgia ou mudança de gênero, e assegure que a decisão final seja feita pelo paciente, totalmente informado, independente da idade. Facilitar para que ele ou ela discuta o tratamento com alguém que passou pelo mesmo procedimento é o ideal.

21) A maioria dos pacientes, nas idades entre 10 e 15 anos, já estão convencidos da direção mais adequada para eles, homem ou mulher. Algumas decisões, no entanto, devem ser adiadas o máximo possível para assegurar a maior probabilidade de que o paciente tenha suficiente experiência para julgar bem. Por exemplo, uma mulher com um clitóris fálico/avantajado, que não tenha experiência sexual com alguém nem com masturbação, pode não perceber que irá perder sensibilidade genital e responsividade erótica com a cirurgia cosmética. O médico deve portanto se assegurar de que o paciente tenha toda a informação necessária para ajudar em sua decisão quanto a cirurgias cosméticas.

22) A maioria das condições intersexuais pode permanecer sem qualquer tipo de cirurgia. Uma mulher com um falo (pênis) pode ter prazer com seu clitóris hipertrofiado, e também seu parceiro/a sexual. Mulheres com AIS ou CAH virilizante que têm vaginas menores do que as usuais podem ser aconselhadas a usar dilação por pressão para facilitar o coito; uma mulher com A.I.S. parcial do mesmo modo pode ter prazer com um clitoris grande. Um homem com hipospadias pode ter que se sentar para urinar, mas pode funcionar sexualmente sem qualquer cirurgia. Uma pessoa com um micropenis pode satisfazer sua parceira e ser pai.
Não há consenso a respeito de que gônadas que possam ser masculinizantes ou feminizantes na puberdade devam ou não ser removidas quando o paciente ainda é criança e não deseja a cirurgia. A questão em discussão é que os pacientes ao se deparar com as mudanças da puberdade podem de fato preferi-las ao hábito do sexo em que foram criados, mas podem apenas ter consciência disso depois do fato. Nosso viés é deixar as gônadas, de modo que qualquer predisposição genética-endócrina imposta na vida pré-natal possa ser ativada na puberdade. Admitimos, no entanto, que não há ainda um corpo suficiente de dados clínicos para que o melhor prognóstico possa ser feito nesses casos. Há algumas indicações, no entanto, de que mesmo sem gônadas as adrenais irão produzir as mudanças da puberdade.

23) Se uma mudança de gênero está sendo considerada, proponha que o paciente experimente um teste de vida real (ver por exemplo [13, 14]). Deste modo o paciente terá experiência em primeira mão sobre como é de fato viver em outro papel de gênero. A experiência tem mostrado que a maioria de fato faz a mudança de gênero permanentemente, mas alguns poucos retornam ao sexo de criação. Alguns, usualmente enquanto adultos, aceitarão uma identidade como intersexo e irão criar seu próprio modo de vida.

24) Mantenha registros médicos, cirúrgicos e psicoterápicos acurados de todos os aspectos de cada caso. Isso irá facilitar qualquer tipo de tratamento que venha a ser necessário e ajudar em pesquisas futuras para melhorar o tratamento de casos subseqüentes de intersexo. Esses registros devem ser acessíveis ao paciente. Sempre que possível, devem integrar o relatório avaliações de acompanhamento de longo termo, por exemplo, aos 5, 10, 15, e mesmo 20 anos de idade.

25) Por fim, nós acreditamos que devemos ser "autoridades" ao providenciar informação e conselho no melhor grau possível de acordo com nossa habilidade, mas não devemos ser "autoritários" em nossas ações. Devemos permitir que pacientes pós-puberdade tenham tempo para considerar, refletir, discutir e avaliar, e então, terem a última palavra em qualquer modificação genital e designação definitiva de gênero.

Comentário Final:
Freqüentemente somos questionados sobre aqueles pacientes intersexuais que tiveram cirurgia bem cedo de um tipo ou de outro, ou mesmo redesignação de sexo, e continuaram a viver felizes e bem-sucedidos. Questionam: isso não demonstra a sabedoria das práticas mais antigas?
Nossa resposta: os seres humanos podem ser extremamente fortes e adaptáveis. Certamente algumas pessoas intersexuais podem, com dignidade, manter-se de uma forma que não escolheram nem se sentem confortáveis - como conseguem outros com uma condição de nascimento que não pode ser mudada (desle palatos cindidos até meningomyelocele). Muitos podem se submeter a cirurgia e re-determinação de sexo para as quais não foram consultados, e muitos aprenderam a aceitar o segredo, as falsas representações, mentiras leves ou grandes mentiras, e a solidão. As pessoas fazem acomodações em suas vidas cotidianamente, e tentam melhorar sua situação futura. Temos consciência de que há pessoas que conseguiram lidar com sua situação a despeito de ter sido muito dolorosa e estressante. A eles oferecemos nossos elogios e admiração pela sua fortaleza, força e coragem. Nós também oferecemos o mesmo àqueles que se rebelaram contra essas circunstâncias e mudaram suas vidas com a redesignação de gênero por vontade própria, com cirurgia ou outra forma [15]. De qualquer modo, diferentemente de pessoas que têm cirurgia neonatal devido ao palato cindido ou meningomyelocele, muitos daqueles que tiveram cirurgia genital ou tiveram redeterminação de sexo neonatalmente, têm reclamado amargamente do tratamento. Algums re-determinaram seu sexo mais tarde, espontaneamente. Outros, que foram assim tratados muito cedo, têm suas razões para não reclamar e ficam vivendo em silencioso desespero mas procurando ir em frente. As sugestões e diretrizes que oferecemos aqui são uma tentativa de considerar maneiras de melhorar a vida e o ajustamento das pessoas intersexuais ou genitalmente traumatizadas que ainda estão lutando com essa questão, e daqueles que ainda virão.

Referências:

Mantivemos as referências num mínimo para facilitar o uso dessas diretrizes e reduzir a complexidade:

1. Diamond M, Sigmundson HK: Sex Reassignment at Birth: A Long Term Review and Clinical Implications. Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine 1997; 151(March): 298-304.

2. Angier N: Sexual identity not pliable after all, report says. New York Times 1997 14 March 1997; A1, A18.

3. Gorman C: A boy without a penis. Time, vol. 1997, March 24; page 83.

4. Leo J: Boy, girl, boy again. U.S. News & World Report, 1997; March 31; page 17.

5. Benjamin JT: Letter -to-editor. Archive of Pediatric and Adolescent Medicine 1997; 151.

6. Fausto-Sterling A: The Five Sexes: Why Male and Female Are Not Enough. The Sciences 1993; 1993(March/April): 20-25.

7. Diamond M, Binstock T, Kohl JV: From fertilization to adult sexual behavior. Hormones and Behavior 1996; 30(December): 333-353.

8. Quigley C, De Bellis A, Merschke KB, El-Awady MK, Wilson EM, French FS: Androgen Receptor Defects: Historical, Clinical and Molecular Perspectives. Endocrine Reviews 1995; 16(3): 271-321.

9. Imperato-McGinley J: 5-alpha-reductase deficiency. In: Bardin CW, ed. Current Therapy in Endocrinology and Metabolism, 5th ed. St. Louis, Mo.: C. V. Mosby, 1994; 351-354.

10. Donahoe PK, Crawford JD, Hendren WH: Mixed gonadal dysgenesis, pathogenesis, and management. Journal of Pediatric Surgery 1979; 14: 287-300.

11. McGillivray BC: Genetic aspects of ambiguous genitalia. Pediatric Clinics of North America 1992; 39(2): 307-317.

12. Wright NB, Smith C, Rickwood AM, Carty HM: Imaging children with ambiguous genitalia and intersex states. Clinical Radiology 1995; 50(12): 823-829.

13. Clemmensen LH: The "Real-life Test" for Surgical Candidates. In: Blanchard R, Steiner BW, eds. Clinical Management of Gender Identity Disorders in Children and Adults, vol. 14. Washington, D.C.: American Psychiatric Press, 1990; 121-135.

14. Meyer JK, Hoopes JE: The Gender Dysphoria Syndromes: A Position Statement on So-Called Transsexualism. Plastic and Reconstructive Surgery 1974; 54: 444-451.

15. Diamond M: Sexual Identity and Sexual Orientation in Children With Traumatized or Ambiguous Genitalia. Journal of Sex Research 1997; 34(2): 199-222.





50 comentários:

  1. deviam colocar mais fotos de hemafrodita tranzando tenho curiosidade pra saber como é , nunca vi + deve ser legal

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  2. Bom na verdade eu preciso de ajuda... tem um amigo mew gosto muito dele e kero ajudar ele... ele é um hermafrodita aspectos femininos em grande parte, mas masculinos cmo talfato o deixa confuso, ele esta em depressão.... naum aceita bom tem só 17 anos... mas enfim o q eu faço tento ajudar mas ele naum aceita opiniões??? existe alguém q c interesse por esse caso e seja do sul do brasil???
    ESTEVAN BRIANCE estevanheith@hotmail.com 91676462(54)

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  3. gostaria de deixar meu comentario e dizer que pra mim não acho que um hermafrodita seja uma multação acredito que seja totalmente o contrario somos todos filhos de deus e devemos ser respeitados como tal uma vez que ele e o maior e sabe muito bem oque faz.
    Acho simplesmente que uma pessoa com os dois sexos e que precisa se adaptar com isso .
    O preoconceito por si propria esta levando mulheres ou pessoas a se mutilarem e tirar a parte que pra mim e a melhor do sexo .
    Aponte pra mim o homem que não gosta de ter uma mulher com uma vargina estremamente grande e um clitoris grande e gostoso .
    O preconceito da midia esta acabando com essas pessoas e esta me impedinto de conhecer uma mulher assim no qual sonho e tenho fantasias , não so pro sexo ou pra transa mas pro amor seria o momento mais feliz da minha vida espero um dia que eu possa encontrara uma mulher com esses predicado porque sera o momento mais lindo da minha vida .
    Pesso que por favor não se escondão , não sejão preconceituosas com cigo mesma porque vcs esta querendo matar o momento mais lindo de suas vidas .
    aparenção e vamos vencer esses preconceitos, assim como os gays , lesbicas e toda a comunidade gls esta vencendo ,espero por vc meu amor

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    1. oi meu msn ilmojoaquimjm@hotmail.com

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    2. voce esta querendo e dar o cu malandro

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    3. Se vc fosse uma MULHER bonita com um orgao masculino interno iria gostar?

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  4. meu endereço de email. denildo123@hotmail.com so divulguem se for seguro

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  5. Eu acho legal, quando se trata de relação sexual. A quele momento de sacanagem onde ambos querem se satisfazer. Nesse momento a dois não importa se é homem ou mulher. Depois desse momento, tem que a ver descrição. Por isso que o emafrodita tem que saber com quem vai se relacionar. Eu sei que o maior problema tá na cabeça, porque ele é homem e não aceita aquilo. Mas se ele ¨se aceitar¨ ele pode ser feliz e fazer outras pessoas feliz tambem.

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  6. Assisti ontem, 27/05/2011, na TV Cultura, um filme argentino muito bem escrito, dirigido e atuado: XXY. A abordagem sobre o hermafrodita é tão acessível, tão real que recomendo àqueles que têm interesse sobre este assunto.

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  7. ola gente gostei desse site explica bem o que é hernafrodita verdadeiro e pseudohermafrodita eu nasci psudohermafrodita mas fiz tratamento desde cedo e me aceitei como sou normal, minha familia ajdou bastante quando adulto meu sexo ficou definido mesmo como homem mas sou gay e feliz mas om elhor de tudo ´se é hermafrodita ter um acompanhamento com médico de confiança aconselho a todos o hoispital das clínicas a psquiatria é ótimo lá me trataram muito bem mas não fça cirurgia sem o sexo ficar definido o melhor é resolver isso com tratamento e calma mas como o tempo depois da puberdade e sou feliz e realizado hje em dia valew ai por um explicação muito e ótima e bem exclarecida..

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  8. Olá,na m/ opiniao sempre aceitei uma pessoa hermafrodita como uma pessoa normal igual a qualquer um de nós. Penso q a melhor saida para a pessoa vicer bem, sem fazer a tal cirurgia seria se casas ou namorar uma pessoa tambem hermafrodita; eles se completariam na minha opiniao.Que tal criar comunidades/ clubes ou alguma coisa semelhante para essas pessoas se encontrarem e se conhecerem fazer amizade, namorar ou casamento? Com todo o respeito essa é a minha opiniao, desculpem se estou pensando errado, só quero ajudar, dar uma idéia

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    1. CONCORDO COM VC. MUITO BOA SUA OPINIÃO

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  9. Eu sempre me simpatizei pelas pessoas hermafroditas; se eu encontrasse uma pesoa que aceitasse namorar comigo eu aceitaria com muito prazer!!

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    1. vc e homem ou mulher

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    2. me passe email ou fone aqui ,podemos conversar

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  10. estou fazendo meu tcc sobre hemafroditismo em animais se alguém tiver algum artigo ou material que possa me ajudar por favor me envie por email.
    thiagofe2@hotmail.com Agradecendo desde já.

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  11. RENATA DF

    OI EU TENHO UMA PRIMA QUE ELA E HEMAFRODITA E VEJO QUE ELA ESTAR SOFRENDO MNUTIO QUERIA MUITO PODE AJUDALAR SE ALGUEM QUIZER ME AJUDAR ESTOU A ESPERA O MEU TELEFONE 0216193434234 POR FAVOR SO LIGUE PESSOAS INTERESSADAS SOBRE ESSE ASSUNTO

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  12. GOSTARIA QUE INCLUISSEM FOTOS DOS ORGÃOS GENITAIS DOS DIVERSOS TIPOS DE HEMAFRODITAS, LOGICAMENTE COM IDENTIDADES PRESERVADAS.
    'uma imagem vale mais que cem palavras"

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  13. gostaria deter uma hermafrodita pra eu seria o maximo q viva a hermo frodita

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  14. Penso que sou hemafrodita (aparencia feminina), tenho sofridoa muito maus tratos e discriminação até por profissinal,problemas de saúde, gostaria de ter uma assistencia decente e adequada , pois nunca ninguém levou a sério meu problema, temo vir a sofrer uma doença séra como o CÂNCER, meu órgão masculino é interno;QUERO SOLUÇÃO...
    eureka_has@hotmail.com

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  15. TENHO VONTADE DE CONHECER UMA MULHER HERMAFRODITA PARA RELACIONAMENTO SERIO aventuraetal@hotmai.com MORO EM SAO PAULO ZONA SUL

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  16. oi gente eu gostaria de ser hermafrodita mas não sou e adorarai conhecer alguem com dois sexos seria mara

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    1. me passa seu emaill ou fone

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    2. vc diz que adoraria ser hm.Se sentisse na pele 1% do preconceito que um HM passa ,sera que iria adorar ser ?

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  17. Na minha opiniao o hermafroditismo e sim uma mutacao embora tenha sido o desejo de Deus para com akela pessoa mas cientificamente e sim uma mutacao

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  18. Gostaria muito de me relacionar com uma pessoa hermafrodita, pode me escrever: pojuara@hotmail.com

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    1. vc e h ou mulher?

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    2. ola, sou homem... mas nao tenho nenhum preconceito sobre as hermafroditas! pelo contrario, gosto delas. Ai se eu conhecesse alguem assim! gostaria muito de conhece-la. alguma hermafrodita por ai. deixo meu email: eduunifap@hotmail.com contato 9681419875 e o endereço do meu face, acho que nao tem como vc nao m encontrar .https://www.facebook.com/eduardo.almeidadossantos.35 estarei a sua espera.

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  19. Site com fotos de Hemafroditas: http://www.beautyvulva.com.br/index_new.php?main=restrito&content=inicio

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  20. Quem é hermafrodita ejacula pelo orgão masculino?

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  21. kero uma hemafrodite npara casar ilmojoaquimjm@hotmail.com

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  22. ADORARIA CONHECER UMA MULHER HERMAFRODITA QUE TENHA OS DOIS SEXOS ! É MEU SONHO, DARIA TUDO QUE ELE QUISESSE E SERIA MUITO FELIZ AO LADO DELA COM UMA VIDA TRANQUILA E LUXUOSA RS ! É MEU SONHO.... SEI QUE ELAS ESTÃO POR AÍ PROCURANDO ALGUÉM QUE ELAS SE SINTAM A VONTADE E QUE AS ACEITEM DO JEITINHO QUE ELAS SÃO. QUERO ESCLARECER QUE NÃO É APENAS MAIS UM DEVANEIO SEXUAL, FANTASIA OU CURIOSIDADE COMO A MAIORIA AQUI.
    QUERO REALMENTE ESTA DO LADO DE UMA MULHER DESTAS PARA CONTRUIR UMA FAMÍLIA E SER FELIZ AO MEU LADO SEM NENHUMA PREOCUPAÇÃO COM A SUA INTIMIDADE.
    EU TENHO 1.93 M BRANCO, 30 ANOS , CABELOS LISOS E NEGROS, MALHADO E SITUAÇÃO PROFISSIONAL DEFINIDA... POR FAVOR GAROTAS HERMAFRODITAS SEI QUE VOCÊS EXISTEM, ME ESCREVAM PARA INICIARMOS UMA MEIGA E SINGELA AMIZADE : EROS_BENACCI@HOTMAIL.COM

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  23. Eu tenho 26 anos.nasci com uma vagina e um penis de 22 cm.eu sou hermafrodita e tenho vergonha.

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    1. Fica assim nao, eu adoraria ter vc comigo, qq coisa da um tok, mare20091980@hotmail.com
      bj

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    2. Tenho 29 anos e gostaria de conhecer vc melhor, fazer amizade e quem sabe algo mais. Tenho 29 anos, sou carinhoso, sincero e romantico e busco um relacionamento sério. Manda um e-mail pra mim? fsantabaya2004@bol.com.br. Vc não vai se arrepender!

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    3. gostaria de comheser vc me liga 957690618 sp

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    4. oi aki meu fone liga p mim gostaria d sai com uma hermafrodita 1994217311

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    5. oi, me add no msn, enigma-claro@hotmail.com

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    6. mais por que vc tem vergonha??

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    7. gostaria de conversar com vc, ate pq tb sou hm .me passa seu email ou fone

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  24. eu não entendi exatamente como cada tipo são exteriormente

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  25. ola quero conheser uma mulheor que seja emafrodit,so do rio de janeiro moro iraja tenho 41anos quero ser amigo,companheiro etc srrrs msn vagnerirajarj39@hotmail.com

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  26. gostei,pois tinha curiosidade de saber realmente como é um hermafrodita.pois tenho uma pessoa que gosto muito,e que passa por esse problema,e não sabia como me dar com essa situação..e sei que essa pessoa sofre muito,e mais ainda pelo preconceito sofrido....

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  27. Essas pessoas sofrem o extremo precoceito digo por experiencia propria .PRECISO DE AJUDA

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  28. Ola! Voce que e hermafroditas nao fiquem tristes, sou homem de ja tive varias namoradas hermafroditas e gosto muito tenho boa aparemcia, sem precomceitos, fone 51, 8262-6749, beijos.

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    1. Tenho curiosidade em conhecer um hermafrodita. sou mulher .

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    2. Oi sou herma-masculino vc e de q cidade ?

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  29. ola tenho uma criança hermafrodita e já lhe resgistei como menina,agora tenho receio k amanha muda ,o k faço ?

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